Crianças morrem de fome e desidratação em Gaza OMS faz alerta sobre a situação e pede que as remessas de ajuda humanitária sejam ampliadas substancialmente Redação CPAD NewsDe Redação CPAD News7 de março de 2024Atualizado:7 de março de 20243 minutos lidos

Crianças morrem de fome e desidratação em Gaza OMS faz alerta sobre a situação e pede que as remessas de ajuda humanitária sejam ampliadas substancialmente Redação CPAD NewsDe Redação CPAD News7 de março de 2024Atualizado:7 de março de 20243 minutos lidos


                                                         Foto: ilustrativa/ Pixabay 

 

Após uma visita ao hospital Kamal Adwan, na cidade de Beit Lahia, uma equipe da Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, recentemente, que ao menos 10 crianças morreram devido à falta de alimentos. Segundo os dados do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, desde a semana passada, já foram registradas 18 mortes de crianças, em decorrência de desnutrição e desidratação em todo o território. Ao menos 15 delas, na região de Kamal Adwan.

A OMS estima que 2,2 dos 2,4 milhões de habitantes do território estão à beira da fome, principalmente no norte, onde o acesso de ajuda humanitária é mais difícil. Organização faz um alerta sobre a situação e pede que as remessas de ajuda humanitária sejam ampliadas substancialmente.

Na última terça-feira (3), o Programa Alimentar Mundial (PAM), agência humanitária ONU, acusou as Forças de Defesa de Israel (FDI) de impedir a entrega de um comboio de 14 caminhões com cerca de 200 toneladas de comida, após uma espera de 3 horas no posto de controle de Wadi Gaza.

Segundo o PAM, os caminhões foram redirecionados e, posteriormente, parados por “uma grande multidão de pessoas desesperadas que saquearam os alimentos”. O diretor-executivo adjunto da agência humanitária, Carl Skau, relatou que,“embora o comboio não tenha chegado ao norte para fornecer alimentos às pessoas que passam fome, o PAM continua explorando todos os meios possíveis para o fazer”.

Em contrapartida, o governo israelense afirmou desconhecer o bloqueio de suprimentos enviados por outros países, inclusive o Brasil, e responsabilizou a ONU, o Egito e o grupo Hamas pela não recebimento da ajuda humanitária na Faixa de Gaza. No entanto, Israel admitiu que apenas retém produtos que considera de ameaça à segurança nacional.

Nesta quarta (6), a Embaixada de Israel em Brasília enviou uma nota ao ‘Congresso em Foco’ relatando que parte do material é liberada sob “estrita supervisão para evitar a entrada de equipamento destinado a elementos terroristas”.

O governo israelense refutou ainda a acusação de que a FDI tenha impedido a entrada de 400 caixas de alimentos, entre elas, 30 caixas brasileiras com freezers e filtros de água. “Em relação a uma entrega específica é muito difícil saber. Israel não limita a quantidade de ajuda que entra em Gaza”, afirma nota.

A embaixada garante que, “Israel está agindo para evitar uma crise humanitária e está permitindo a transferência de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, após inspeção”.

 

Com informações BBC, Poder 360 e Congresso em Foco

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